júlia
nos anos 80 uma coisa nova no ar?
(vê lá nos 3:30)
Em 79 a anistia, um monte de gente voltando pro Brasil, em 89 as eleições diretas, uma década entre isso. Então politicamente, né. O Fabinho diz que a mãe dele, grávida, o avô dele trancava ela em casa e ela fazia teresa pra descer pela janela e ir à praça da Sé às Diretas Já.
Deve ser muito maluco, mal tendo acabado a ditadura, e ver o PT crescendo daquele jeito, sendo incorporado em tudo quanto é canto do Brasil, era uma promessa bem palpável hein. O Lula por pouco não venceu o Collor nas eleições. A Erundina, em 88, virou prefeita de São Paulo.
*
Todas as bandas de rock, o Rock in Rio (que agora tá no Tejo!), as pessoas indo a shows e nos rádios o tipo de consumo nada a ver com aqueles festivais falsete dos anos 60. A Globo até fez uns, mas a gente não ouve dizer tanto deles. Tipo o Guilherme Arantes cantando "terra planeta água", nem dá pra comparar né.
Em 82 o primeiro disco do Barão Vermelho tocando "você precisa é dar". Que a Rita Lee também embarcou, o "me deixa de quatro no ato" é de 1980. Mas foi o pessoal da poesia marginal que começou isso uns anos antes, não?
Acho que nos anos 80 teve um boom do sexo pelo prazer, o cinema deixou um pouco de lado a pornochanchada e foi pra praia, menino do rio, leãozinho, lembra aquela cena do Bete Balanço?

Um jeito de corpo que não tinha antes. Uma década solar.
*
O Caio Fernando Abreu lançou a maior parte dos livros dele nos anos 80. Os mais significativos. O Morangos mofados, que parece que solidificou ele no cenário literário e vendeu muito, é de 82. Que nem o A teus pés, que fez uma coisa similar pra Ana Cristina Cesar.
E a editora Brasiliense, hein! Um catálogo imenso, super diversificado, publicando muita gente nova e traduzindo um monte de gente que nunca que tinha aparecido no Brasil.
Foi o começo do mercado editorial que a gente tem hoje?
*
Tá tudo muito desconexo. Estou tentanto raspar o que tenho de memória dessa década, mas as referências são todas indiretas. Eu lendo o Caio Fernando Abreu em 1996. A gente era muito criancinha ainda, né.
*
Foi que a Sabina blogou esse vídeo aí e eu pensei ah será que a Julinha não quer retomar aquele nosso projetinho, nós com este prado todo pra rolar. Tenho pensado bastante na Ana C, no Cazuza e um pouquinho no Leminski / e to achando cada vez mais fixe fazer as ligações todas.
nos anos 80 uma coisa nova no ar?
(vê lá nos 3:30)
Em 79 a anistia, um monte de gente voltando pro Brasil, em 89 as eleições diretas, uma década entre isso. Então politicamente, né. O Fabinho diz que a mãe dele, grávida, o avô dele trancava ela em casa e ela fazia teresa pra descer pela janela e ir à praça da Sé às Diretas Já.
Deve ser muito maluco, mal tendo acabado a ditadura, e ver o PT crescendo daquele jeito, sendo incorporado em tudo quanto é canto do Brasil, era uma promessa bem palpável hein. O Lula por pouco não venceu o Collor nas eleições. A Erundina, em 88, virou prefeita de São Paulo.
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Todas as bandas de rock, o Rock in Rio (que agora tá no Tejo!), as pessoas indo a shows e nos rádios o tipo de consumo nada a ver com aqueles festivais falsete dos anos 60. A Globo até fez uns, mas a gente não ouve dizer tanto deles. Tipo o Guilherme Arantes cantando "terra planeta água", nem dá pra comparar né.
Em 82 o primeiro disco do Barão Vermelho tocando "você precisa é dar". Que a Rita Lee também embarcou, o "me deixa de quatro no ato" é de 1980. Mas foi o pessoal da poesia marginal que começou isso uns anos antes, não?
Acho que nos anos 80 teve um boom do sexo pelo prazer, o cinema deixou um pouco de lado a pornochanchada e foi pra praia, menino do rio, leãozinho, lembra aquela cena do Bete Balanço?

Um jeito de corpo que não tinha antes. Uma década solar.
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O Caio Fernando Abreu lançou a maior parte dos livros dele nos anos 80. Os mais significativos. O Morangos mofados, que parece que solidificou ele no cenário literário e vendeu muito, é de 82. Que nem o A teus pés, que fez uma coisa similar pra Ana Cristina Cesar.
E a editora Brasiliense, hein! Um catálogo imenso, super diversificado, publicando muita gente nova e traduzindo um monte de gente que nunca que tinha aparecido no Brasil.
Foi o começo do mercado editorial que a gente tem hoje?
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Tá tudo muito desconexo. Estou tentanto raspar o que tenho de memória dessa década, mas as referências são todas indiretas. Eu lendo o Caio Fernando Abreu em 1996. A gente era muito criancinha ainda, né.
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Foi que a Sabina blogou esse vídeo aí e eu pensei ah será que a Julinha não quer retomar aquele nosso projetinho, nós com este prado todo pra rolar. Tenho pensado bastante na Ana C, no Cazuza e um pouquinho no Leminski / e to achando cada vez mais fixe fazer as ligações todas.
E aí, do you wanna dance? :)
eu andei de alfama até aqui isso quer dizer 1h30 de caminhada nessa madrugada depois de 5 horas de ontem pra hoje não vou responder nem que sim nem não vou dormir sonhando com a gente andando pelo centro de sp e falando disso daí era quando? novembro ou fevereiro? e dependendo do que o travesseiro me disser eu te respondo mas é claro que eu vou escrever alguma coisa que eu não sei porque o mundo só começou a existir pra mim lá pra 1997.
ResponderExcluirverdade.
beijo.
se eu fosse pensar bem foi só em 2002.
ResponderExcluir(e 5 horas de sono! não de caminhada ontem não. do jeito que Portugal é pequeno acho que em 5 horas eu chegava no Porto ;D)
mas eu não penso bem.
nunca pensei nem NUNCA vou pensar
ai marcos tou tão feliz!